Clarah Averbuck

“eu não vou sair do sereno.
eu preciso do sereno, sabe?
eu preciso da rua, eu preciso da noite, eu preciso da lua lá em cima da minha cabeça,
eu preciso do conhaque esquentando as minhas veias,
eu preciso, eu preciso de tudo isso.
a nina simone também precisava.
a amy winehouse também precisa.
o bukowski também precisava.
o leminskão, nem se fala.
todo o meu universo fica debaixo do sereno.
eu não vou sair do sereno.
eu não vou ser serena.
eu não sou serena, eu nunca fui serena e eu não vou sair do sereno.
eu tenho vinte e oito anos e vivi todos eles assim.
eu vou ficar aqui no sereno
e é assim que as coisas saem do jeito que saem.
debaixo do sereno.
senão não faz nenhum sentido.
pra que ter voz se eu não tiver o que cantar?”

Clarah Averbuck – Pego emprestado em http://adioslounge.blogspot.com

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